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26º Domingo do Tempo Comum

O chamado da liturgia para viver o desapego, a oração e a caridade, usando nossos dons e bens em favor dos que mais necessitam.

Dom. 28 de set. 2025

Por Pe. Douglas Henrique


26º Domingo do Tempo Comum

Queridos irmãos e irmãs,


Neste 26º Domingo do Tempo Comum, a liturgia da Palavra nos apresenta uma reflexão sobre a verdadeira riqueza e a responsabilidade social.

A primeira leitura, de Amós 6,1a.4-7, nos alerta contra a complacência e o luxo. O profeta Amós, um homem simples do campo, nos ensina a não sermos apegados às coisas materiais — como bens, dinheiro e poder —, mas a viver o despojamento. Podemos possuir o necessário para viver, mas jamais devemos nos deixar escravizar por aquilo que temos. O nosso verdadeiro apego deve ser somente a Deus.

Na segunda leitura, em 1 Timóteo 6,11-16, São Paulo nos exorta a buscar a verdadeira riqueza espiritual: as coisas do alto, aquilo que vem de Deus e nos conduz ao céu que nos espera. Para isso, é preciso intensificar nossa vida de oração, fortalecer nossa vivência sacramental e crescer no amor ao próximo. Assim estaremos de fato buscando o que é sagrado e que permanece para sempre.

O Evangelho de Lucas 16,19-31 nos apresenta a parábola do rico e de Lázaro, convidando-nos a refletir sobre a forma como usamos nossos recursos e sobre a nossa responsabilidade para com os outros.Essa parábola mostra que a verdadeira riqueza não se mede pelo que possuímos, mas pelo que somos capazes de partilhar. O homem rico, que viveu em luxo e ignorou a miséria de Lázaro, foi condenado, enquanto este, que suportou sua dor com paciência e fé, foi recompensado.

A mensagem é clara: precisamos acolher os que mais necessitam. O orgulho, o preconceito e a indiferença devem ser retirados do nosso coração. O caminho para o céu passa pelo bem que fazemos ao próximo, imitando as atitudes de Jesus. Não podemos viver como fariseus, divididos entre a oração e a indiferença; ao contrário, nossa oração deve se transformar em atitudes concretas de amor e de serviço. Jesus nos chama ao testemunho verdadeiro, e não ao contra-testemunho.

Lázaro, hoje, representa tantos irmãos e irmãs sofridos, que estão às margens da sociedade. Como nós os enxergamos? Será que os acolhemos e amamos, ou os desprezamos e rejeitamos?

A liturgia deste domingo nos desafia a refletir sobre nossa responsabilidade social e sobre a forma como utilizamos nossos bens e dons. Que possamos aprender a viver com simplicidade e generosidade, usando aquilo que temos para servir aos outros e para construir um mundo mais justo, fraterno e solidário.


Por Padre Douglas Henrique

Vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Guaratinguetá-SP

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